<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603</id><updated>2011-11-21T04:31:27.431-08:00</updated><title type='text'>Esse meu ovo mesquinho e fechado.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Samilla Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06682748161472447862</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_72bSS5ieTeI/TTHoFq__yQI/AAAAAAAAAFk/rrfjz0vQfx4/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2Bfotos%2B235.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-1386404372854275939</id><published>2010-09-15T20:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T20:28:11.046-07:00</updated><title type='text'>Eu queria te dizer que.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Se eu sai como uma louca foi pra chamar atenção. Foi pra você perceber que sem você eu não tenho saída, que eu não chego aos trinta, que eu não vou ter filho, nem casa, nem churrasco, nem janelas de vidro, que eu não vou sentar velha na varanda segurando a tua mão, ainda mais velha que a minha, e não vou te dizer que eu tenho medo da morte em plenos 88 anos, que eu tenho medo de ir embora por ultimo, amargando a falta do seu ultimo “boa noite”, amargando não dormir no seu peito nos meus últimos minutos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;É quando eu penso que a vida é realmente injusta, e que Deus talvez nos odeie porque nos deixa partir sem segurar na mão do outro pelo qual descobrimos o sentido da peleja diária, da falta de dinheiro do mês, do sufoco, do calor dessa cidade, de todas essas buzinas, de todas essas novas doenças. Ontem alguém me falou sobre uma nova AIDS, sobre um novo lixo tóxico, um novo desastre natural, e eu sem você pra agüentar isso tudo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Se você não tivesse ido embora eu ia te dizer que a vida pra mim é muito importante, que eu acho que devemos aproveitar cada centésimo de segundo, que eu não me importo com dinheiro, que eu quero as músicas cada vez mais altas, e o vento cada vez mais forte, e as células do meu corpo cada vez mais eletrizadas, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;too fast to live, too young to die. Pra depois te dizer, com calma e conformo, que mesmo assim eu prefiro ir primeiro, mesmo achando que o final é meu corpo decomposto e mais nada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-1386404372854275939?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/1386404372854275939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=1386404372854275939&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/1386404372854275939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/1386404372854275939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2010/09/eu-queria-te-dizer-que.html' title='Eu queria te dizer que.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-1325306481449618599</id><published>2010-08-01T15:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T15:10:52.018-07:00</updated><title type='text'>Japonesa.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Gostaria de saber que o seu rosto nos lugares é o primeiro que eu procuro. Mas não é. Porque eu tenho certeza que você está muito longe. E essa certeza me mata. Tesoura de unha fazendo do meu coração um origami. Uma arte tão linda, japonesa, e tão dolorida. Eu ficaria melhor se na minha cabeça eu criasse esperanças e imaginasse que as coisas no final iriam dar certo, depois de inúmeros encontros ocasionais nos bares e praças do centro dessa cidade, que você sequer conhece. Eu sairia e ergueria a cabeça, te buscando, ocasionalmente, em todos os lugares, até te achar e ficar de longe sorrindo e mexendo as mãos em muitas conversas com outras pessoas, para o caso de você estar me espiando, remorsosa por ter me deixado, remoendo a percepção de que eu me arrependo amargamente de ter largado tantos carnavais para ficar com você, e que eu só voltaria depois de uma grande prova de amor copiada dos filmes antigos. Canivete suíço fazendo da minha esperança um origami de pasta de papel árabe. Uma arte tão antiga, japonesa, feita de um papel que simplesmente não dura. Não vamos nos encontrar por essas calçadas. E agora eu fico tentando encontrar suposições para essa impotência que eu tenho em ultrapassar esse muro entre nós, e fazer você me enxergar, fazer com que você veja em mim a mesma coisa que viu quando disse que me amava. E você não está aqui para me ver. Para me ver fingir que estou feliz sem você, quando na verdade os meus carnavais de agora em diante são quatro dias de quarta-feira de cinzas. Unhas de gueixa fazendo de mim um grande origami de papel de seda, em formato de dragão de chinês. Um dragão tão forte, japonesa, em um papel que não se sustenta em pé.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-1325306481449618599?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/1325306481449618599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=1325306481449618599&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/1325306481449618599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/1325306481449618599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2010/08/japonesa.html' title='Japonesa.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-6235588786931185012</id><published>2010-06-02T18:35:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T18:36:56.543-07:00</updated><title type='text'>Átrios e ventrículos.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sei porque eu sinto o meu estômago borbulhar como quando eu era mais jovem minutos antes de entregar aos meus pais as minhas notas vermelhas. Sei porque eu sinto os meus pés e mãos formigando, e tremem. E porque quando você passa os minutos parecem horas e eu decoro cada gesto das suas mãos, cada dente do seu rosto. Eu sei que é amor porque eu te odeio a cada vez que te olho e percebo que tu sonhas com a Clarice do 304, e nunca soube o meu nome. E blasfemo. Blasfemo todos os Deuses que não te fizeram apanhar o meu caderno naquele dia em que nos cruzamos na Rua Flávio de Arruda, que eu derrubei de propósito e você passou por cima. E todos os Deuses que sabem que eu me deito ao fim do dia com o compromisso de pensar em nós dois, e nunca me trouxeram dias mais curtos. E que sabem que eu sonho acordada e que meus soluços não são capazes de incomodar nem os vizinhos, e não choram comigo. Jarro branco com tulipas roxas na sala, eu sorrindo deitada no sofá de couro marrom, nosso filho aprendendo a andar segurando os teus joelhos: coisas que não existem. E talvez não existirão nunca porque você dorme com outra, e eu ainda não tive a coragem de te dizer, depois do meu nome, que sem você o meu jarro e o meu sofá são feios e incompletos, e o meu coração não passa de átrios e ventrículos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-6235588786931185012?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/6235588786931185012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=6235588786931185012&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/6235588786931185012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/6235588786931185012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2010/06/atrios-e-ventriculos.html' title='Átrios e ventrículos.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-2482644522612692908</id><published>2010-04-27T09:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T09:35:43.482-07:00</updated><title type='text'>É uma história de amor, claro.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;É uma história de amor, claro. E por um segundo eu quase acreditei em forças astrológicas, Deuses do Olimpo, odisséias inteiras ali na minha frente, todos os espíritos e Oxuns colocando você logo atrás da esquina, caminhando com o vento no rosto, o mesmo vento que limpou o rosto de Julieta, encorajando-a a enfrentar todos os Montéquios e Capuletos, e balançou os cabelos de Isolda quando viu Tristão pela primeira vez, e sequer sabia o seu nome. Balançavam os seus cabelos. O mesmo vento que beijou o rosto da minha avó na década de 40, hoje enrugado e molhado e salgado, e triste, balançavam os seus cabelos, no momento em que dobrou a esquina, e tudo ficou mudo e em câmera lenta. Você andando devagar, na minha direção. Piscou os dois olhos e quando abriram estavam nos meus. Dois mares inteiros, com ondas gigantescas, tsunamis, que só Deus sabe que peixes habitam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Num universo tão grande, de sistemas solares infinitos, nesse planeta que é vivo há 3,5 bilhões de anos, com culturas que remontam a oito mil anos antes de cristo, você veio dobrar justamente essa esquina, dentre tantos séculos, no mesmo século que eu.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFCCCC;"&gt;*Trilha sonora: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 20px; font-family:'Lucida Grande', Arial, Helvetica, Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFCCCC;"&gt;Sigur Rós - Fljotavik&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-2482644522612692908?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/2482644522612692908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=2482644522612692908&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2482644522612692908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2482644522612692908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2010/04/e-uma-historia-de-amor-claro.html' title='É uma história de amor, claro.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-5870783045126069226</id><published>2010-02-23T09:51:00.000-08:00</published><updated>2010-02-23T09:52:47.646-08:00</updated><title type='text'>Um milhão.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Perdi as contas do tempo que fiquei parada nesta cadeira, de costas para a porta, olhando para a minha parede enfeitada com dezenas de fotos nossas. Felizes. Meu nariz arde, e eu não lembro a última vez em que ele ardeu nessa maneira. Foi o meu lenço, azul. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me pergunto como cabe tanto mar em dois olhos. Próxima vez, que bom mesmo é vida com intempéries, coloco uma vasilha em baixo do queixo para ver quanto dá de lágrima. Em passados ou futuros, outras circunstâncias, de certo choraria bem mais, com problemas mais urgentes, a política, as crianças famintas, a devastação espiritual de nossa espécie. Problemas mais urgentes. Mas não adianta, sempre achamos que somos portadores, individualmente, das maiores dores, e que vamos acabar por encher duas piscinas, uma em cada olho, merecidamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Penso que pelo menos a minha pele está melhor, e o meu cabelo mais leve, embora o corpo, sim, me preocupe. Preciso de tempo para voltar à academia, fazer aeróbica, musculação, qualquer coisa. Saber qual a nova tendência do verão. Esmaltes verdes, ouvi. Preciso acreditar na pequenês das pessoas, e ser como elas. Não consigo. Alegres seres saltitantes, preocupados com o preço do kiwi, dos tomates. Problemas tão pequenos e elas tão angustiadas com a roupa mal passada, com a saída da dieta. Ilusão é felicidade, ouvi. E riem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu, assim como sou, poço sem fundo, me choco brutalmente com a minha tese de que o que eu realmente preciso é emagrecer de modo que me caibam calças maravilhosamente capazes de conquistar alguém. E isso vale quase nada. Mas é essa minha condição inextinguível de fazer planos que não me deixar sair por aí correndo para algum lugar ainda mais longe, dentro e fora. Era o que eu queria agora: estar num lugar que me entretece de tal maneira que eu não conseguisse mais calcular as minhas possibilidades de ficar sozinha. Agora, por exemplo, elas passam de um milhão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-5870783045126069226?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/5870783045126069226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=5870783045126069226&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/5870783045126069226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/5870783045126069226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2010/02/um-milhao.html' title='Um milhão.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-2052420607630127920</id><published>2010-02-06T19:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T13:01:36.729-08:00</updated><title type='text'>Esse negócio de vida.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Queria saber que vai existir algum porto. Alguma coisa que me suporte e esteja comigo quando eu perceber que minha vida não vai sair como o planejado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou meio exigente com a minha vida, e por isso eu acho que não vai sair como o planejado, porque eu sou exigente demais. Eu acho esse negócio de vida uma coisa assim muito importante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por exemplo, minha vó Zeza tem mal de Alzheimer. Na verdade, dentre milhares de outras doenças, ela é meio caduca mesmo. Tem dias que ela acha que está em Fortaleza, na Bezerra de Menezes, e precisa ir para casa da Dona Fulana (que deve ser uma pessoa que morreu há séculos amém) porque “vai ter uma reunião das meninas da igreja”. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela pode morrer qualquer dia desses, a qualquer momento. Custava levar essa mulher até a Bezerra de Menezes, alugar uma casa e arranjar uns figurantes pra dizer que eram da igreja e fazer exatamente o que ela queria?! Se ela quisesse ir para China, que vendessem uma casa e levassem. O quê que é uma casa perto de uma pessoa que quer uma coisa e ta perto de morrer...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A vida é muito importante.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-2052420607630127920?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/2052420607630127920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=2052420607630127920&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2052420607630127920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2052420607630127920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2010/02/esse-negocio-de-vida.html' title='Esse negócio de vida.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-3997845400444777160</id><published>2009-05-18T13:58:00.000-07:00</published><updated>2009-05-18T14:02:48.729-07:00</updated><title type='text'>Os espaços que Carolina deixou.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei dizer ao certo se isso aconteceu no final de um ano ou no começo do ano seguinte, entre setembro de um e fevereiro de outro, por aí. Sei que fiquei muito triste quando Ana Carolina Medeiro de Matos disse que não me amava mais. Na verdade, na verdade, quando ela disse, eu não fiquei triste, porque eu não assimilei, porque era uma realidade que não fazia parte do meu mundo, eu não estava acostumado com ela não me amar assim de repente. Também não fiquei triste quando ela pegou uma mala e botou todas as roupas, quando ela não esqueceu seus pinceis, quando ela não esqueceu de botar os seus livros na mala, não esqueceu seus óculos, sua tesoura de unha, seus perfumes. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela levou tudo e eu não fiquei triste porque eu tinha a mais pura e absoluta certeza, e estava tranqüilo com isso, de que ela ia voltar uma semana depois mais ou menos, me dizendo que tinha se enganado, que me amava muito, implorando que eu esquecesse de tudo, que isso tinha sido uma poeira em nossas vida, e entrando casa adentro, repondo os seus objetos em seus devidos lugares, seus livros, seus perfumes, sua coleção de gueixas de porcelana na mesinha do sofá da sala. Os seus pincéis. Que ela ia voltar em uma semana ou duas. Um mês talvez. Dois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Triste mesmo eu fiquei depois de dois anos mais ou menos. Depois que se tinham sumidos todas as minhas explicações para a não-volta de Carolina. Confesso que não fiquei triste quando tive que me conformar e pensar em quais objetos eu escolheria para repor os lugares vazios deixados por ela. O nosso guarda-roupas que era grande demais e agora só meu, a mesa da sala vazia. A tristeza veio quando eu percebi que não haviam objetos convenientes, que tudo ficaria feio e descabido, que nada seria suficiente pra compor os espaços vazios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E se eu mudar de casa, pensei, se eu mudar de casa Ana talvez não me encontre para dizer, depois de cinco ou oito anos, doze talvez, que está arrependida e que me ama, que precisa que eu saia do meio da porta para que ela possa entrar e desfazer as suas malas, colocando as suas roupas e perfumes nesse guarda-roupas grande e, sem as roupas dela, tão feio e triste.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-3997845400444777160?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/3997845400444777160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=3997845400444777160&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/3997845400444777160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/3997845400444777160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2009/05/os-espacos-que-carolina-deixou.html' title='Os espaços que Carolina deixou.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-375065923924173454</id><published>2008-09-17T12:20:00.000-07:00</published><updated>2008-09-17T12:34:47.637-07:00</updated><title type='text'>Entre a pele do peito e a pele das costas.</title><content type='html'>Que talvez não fôssemos mesmo o que tanto supomos, e que o meado da verdade estaria, não nesses nossos corpos andando por onde não queremos, nem nessas nossas vozes loucas e desafinadas complacentes com o restante do mundo. Estaria no exato momento em que calamos e, parados, choramos por dentro tudo o que somos e gargalhamos por dentro por tudo de nós que conseguimos salvar dessa birbante humanidade.&lt;br /&gt;Nós somos, Pedro, essas coisinhas mais miúdas, não somos os nossos assuntos, os nossos assuntos são reles frutos mercenários de convenientes cidadãos do século XXI. Não somos os nossos nomes nem a nossa morada, não somos a exposição das nossas vontades, nem céus, nem infernos, nem pedras, nem flores. Somos apenas essa vontade discreta e cotidiana, cada qual com a sua, de atravessarmos um dia após o outro, perpassando todas as esquinas, procurando o que ainda não sabemos e quiçá não saberemos nunca, tentando proteger e reavivar penosamente e pesadamente os nossos sonhos mais calados e mais afundados nisso que chamamos e “a gente”.&lt;br /&gt;Eu rezo, Pedro, eu torço muito, para que consigamos chegar ao final desse marasmo, suados nesses termos  pasteis, e desatar os nós dessas gravatas sufocantes, e nos olharmos corajosos, cientes de que você não vai saber o que eu sou nunca, mas que eu não sou isso que você vê e toca, que você não é isso. Que há muito mais coisas entre a pele do peito e a pele das costas do que a nossa vã filosofia é capaz de compreender, adaptando Shakespeare.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-375065923924173454?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/375065923924173454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=375065923924173454&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/375065923924173454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/375065923924173454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/09/entre-pele-do-peito-e-pele-das-costas.html' title='Entre a pele do peito e a pele das costas.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-3576433267406723107</id><published>2008-07-25T18:54:00.000-07:00</published><updated>2008-07-25T18:56:56.578-07:00</updated><title type='text'>No sol de quase dezembro, eu vou...</title><content type='html'>Gosto de uva e melancia, um limoeiro no quintal, uma mangueira, uma piscina de plástico em cima da terra, um castelo malfeito. Eu que não via chapéus, via cobras digerindo elefantes. Eu que queria ser desenhista ou astronauta, que queria casar pra sempre e que achava que camisinha se colocava no dedo da mão “porque é muito óbvio, Vanessa, tem todo o formato.”. Que sempre me achei a mais inteligente e que agora não me acho mais e nem quero mais ser a mais de nada que compactue com toda essa conversa mole que as pessoas costumam trazer para ficarem bem na fita. Não quero ficar bem na fita. Eu que subia no alto mais alto das árvores e achava que ia cair só se deus quisesse, e que não subo mais tão alto porque ele pode querer, e muito acho que eu preciso cuidar mais de mim que já caí tanto – e ainda caio pra dentro. Que chorava em filmes e novelas e ainda choro por qualquer bobagem. Que agora vejo apenas chapéus e, não sei por quanto, me envergonho por isso. Que ainda quero casar como antes, que não acho mais que vou ser feliz para sempre e não quero mais achar isso. Quero achar que minha vida vai ser sempre esse descompasso, essa beirada de precipício, esse morre-nãomorre, esse ir sem saber se volta, esse cuidado com as coisas de dizer eu te amo todos os dias, um olhar de despedida, um medo. Quero ter medo pra sempre e que essa seja minha maior coragem. Não quero chegar e sentar e dormir, esse conformo. Medo de amanhã não dar mais tempo, medo de ser igual demais, de esquecer mais do que já esqueci desses meus gostos de uvas e melancias, lambuzada, desses meus sonhos que estão cada vez mais possíveis e eu não quero, dos meus choros furiosos de raiva do  mundo, de todos, de todos os que cresceram demais, que falam demais tanta coisa sem importância. Essa falta de importância da vida ainda vai matar todos vocês e a minha raiva é meio pena, meio falta de companhia pra esse fantástico mundo de bob sem volta, sem lenço e sem documento, nada no bolso ou nas mãos. Eu quero seguir vivendo, amor. Por que não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-3576433267406723107?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/3576433267406723107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=3576433267406723107&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/3576433267406723107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/3576433267406723107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/07/no-sol-de-quase-dezembro-eu-vou.html' title='No sol de quase dezembro, eu vou...'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-5778985453336974037</id><published>2008-07-18T07:22:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T07:45:19.023-07:00</updated><title type='text'>Demorado holocausto das moscas.</title><content type='html'>Vou matar. Vou matar todas as moscas da mesa da cozinha, que custa a fazer. Pegar essas cascas de pão de cima da mesa e jogar fora, esquentar o café, pôr mais açúcar. Vou ao mercado comprar algumas coisas para enfeitar a geladeira, com o último dinheiro do mês, meados do mês. Voltar para essa casa limpa, tomar um banho e sentar na cadeira da sala. Vou te esperar na cadeira da sala. Vou perder a novela inteira, perder a hora, o leite à porta, o juízo. Vez em quando me levanto e me olho no espelho, já tão velha e você que demora e demora. Me olho no espelho e penso que eu deveria ter jogado mais um baralho, jogado mais qualquer coisa e ter tido mais sorte. E penso que eu deveria estar mais satisfeita comigo, fazer as unhas e me mostrar para outras pessoas. Te espero para que você venha comigo. Que você segure meu braço, orgulhoso, e saia comigo para que todos os vizinhos vejam minhas unhas feitas.&lt;br /&gt;Que você volte logo, o mais depressa possível, para que eu possa me livrar dessa primeira impressão que eu tento sustentar por tanto tempo: essa geladeira cheia, essa cozinha sem moscas. Para no dia seguinte eu descansar dessa vida que eu levo e deixar as moscas em paz, você pegando o leite à porta, rindo e resmungando, ‘tira essas cascas da mesa e esquenta o café’, e eu levantando com sono, dizendo que eu já vou e eu vou. Esquento descabelada: a segunda impressão que é o que o que sou. E você se acostuma, e você me espera, tão paciente e bonito na cadeira da cozinha, menos limpa.&lt;br /&gt;Mais a cara da gente essa vida crua, esses empecilhos que eu te espero para ter mais força para tornar as coisas como elas realmente são, mais sujas. Esses empecilhos de dinheiro de mês e geladeira vazia, de rugas no rosto e café mais amargo, esse mundo que pede socorro, minha voz que desafina em alguma canção copiada de outros casais mais históricos. Que você não tarde mais que eu não agüento, e bata na minha porta trazendo essa felicidade miúda e roída, cotidiana e mesquinha, que é a que eu quero. Cadeira e espelhos gastos nessa primeira impressão que me pesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-5778985453336974037?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/5778985453336974037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=5778985453336974037&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/5778985453336974037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/5778985453336974037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/07/demorado-holocausto-das-moscas.html' title='Demorado holocausto das moscas.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-5897088397465714236</id><published>2008-07-06T14:18:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T12:30:59.580-07:00</updated><title type='text'>"Iaiá, se eu peco é na vontade..."</title><content type='html'>Como eu gostar de suco de cajá com leite, e eu sempre chegar nas lanchonetes, perguntando as variedades de sucos. Você ri. Você já sabe qual eu vou pedir e não entende porque eu sempre pergunto quais que tem, se eu quero o de cajá com leite. E é ele o que eu peço sempre. Como quando eu te pergunto, muito séria, se eu mantenho meu cabelo curto ou longo, vermelho, preto, loiro, você diz “preto e curto”, e eu respondo, depois de pensar menos de um minuto, “Vou deixar assim mesmo, assim tá mais bonito.” Você se estressa com isso, e eu gostaria de te dizer que eu gosto tanto de você, mas tanto, que eu te testo. Você prefere curto e eu o deixo crescer, quero saber se você fica comigo com o meu cabelo desse jeito. E você fica. Mas eu, louca, descontrolada, criança e idiota, vou fazendo tudo ao contrário pra saber se você fica comigo assim, e você não fica, é lógico. Tão humano que é. Quero saber quando vamos estar no mesmo patamar de ilusões/desilusões, quando poderemos nos sentir mais confortáveis dentro dessas nossas pessoas tão diferentes de todas as outras. Quando eu poderei amanhecer e ter certeza que eu posso ser de qualquer jeito, as minhas roupas fora de moda e as unhas roídas, o meu andar não muito sensual, Bridget Jones, todos esses meus planos descabidos de ter mesa de sinuca na sala, biblioteca num quintal enorme, uma outra cachorra chamada Sofia que só vai morrer quando eu morrer, dessa vez. E você, tão não complacente, rindo de mim e pensando que boba que eu sou. E eu sou. Indo dormir mais tranqüila, achando que você gosta dessas minhas idealizações sobre todas as coisas, seja o cabelo preto, vermelho, verde-abacate, que você gosta desses meus assuntos inacabados, compridos, fora de ordem, dessa minha impaciência, desse meu falar sem pensar às vezes, dessa minha mágoa do mundo. Mas você, muito humano que é...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-5897088397465714236?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/5897088397465714236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=5897088397465714236&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/5897088397465714236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/5897088397465714236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/07/to-humano-que.html' title='&quot;Iaiá, se eu peco é na vontade...&quot;'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-773836761894098248</id><published>2008-06-25T11:35:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T21:50:51.905-08:00</updated><title type='text'>Eu não quero ser o que fica.</title><content type='html'>Deu um rosa na porta, um rosa do sol de pôr-do-sol.&lt;br /&gt;E ela saiu correndo pela casa, como pra não perder. Como se fosse rápido que o sol sumisse e ela chegasse na calçada e ficasse com aquela cara de quem acena, a pessoa não vê e a gente passa a mão no cabelo, como se a gente tivesse levantado a mão pra passar no cabelo mesmo, assim, do nada. E então ela sempre ia correndo e, no fundo, eu acho que isso era algum trauma de que qualquer coisa importante sumisse, sem mais delongas. Mas o sol tava ali, cara, esperando como se dissesse pra ela ir devagar que a casa nem tava arrumada ainda, que a comida tava por fazer, que o papel voou do móvel para o chão e pra escorregar é um pulo. Que se escorrega, pronto, sol, agora, só no outro dia.&lt;br /&gt;Diziam: devagar.&lt;br /&gt;Mas ela nunca reparava nessas coisas, fazia sem pensar mesmo. Ia correndo com um rosarosarosa da porta na cabeça latejando, destabanada, latejando de bonito que era e se vivesse assim uns 152 anos ela iria correndo. Ou andando mesmo, ou devagar de acordo com a idade... mas o medo de não chegar ia rápido. Sabe esse povo? Esse conjunto pequeníssimo de pessoas que, não adianta, não se acostuma com o tempo das coisas? Que não se acostuma com nada, e não enjoa, e tem um medo enorme que acabe. Que, sei lá, vai que o sol amanhã não apareça, e amanhã nunca se sabe de nada. E deus me livre de num dia desses, ela, acostumada com o rosa da porta, sai logo assim deixando a casa desarrumada mesmo e tantas outras coisas meio importantes, como o telefone que toca, o noticiário sem fim. Pra chegar na calçada e alguma coisa acontecer que seja mais triste do que de costume, e ela ficar com aquela cara de quem fala uma coisa fora de hora e alguém nota e fica aquele mudo constrangedor que eu acho que todo mundo detesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve até um filme em que um cientista tava explicando pra uma velhinha que tipo: existem dois irmãos gêmeos, aí um vai viajar pra lua, pro espaço, e o outro fica na terra, aí o que viaja pra lua volta mais jovem.&lt;br /&gt;Ao que a velhinha responde: eu não quero ser o que fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela iria concordar se tivesse assistido a esse filme.&lt;br /&gt;Ela iria pra lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215890860177948626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/SGKRGjQc_9I/AAAAAAAAAOI/YI-RbKk1LOY/s320/sem+faer.bmp" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-773836761894098248?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/773836761894098248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=773836761894098248&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/773836761894098248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/773836761894098248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/06/eu-no-quero-ser-o-que-fica.html' title='Eu não quero ser o que fica.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/SGKRGjQc_9I/AAAAAAAAAOI/YI-RbKk1LOY/s72-c/sem+faer.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-4794322928920631748</id><published>2008-05-08T10:37:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T10:38:33.499-07:00</updated><title type='text'>Fevereiro.</title><content type='html'>Vâmo embora, que já é quarta. Deixa eu te levar pra casa, e antes sentar contigo no Bar da Dona Teca, você vai pedir uma água de coco, que o fígado da gente ta destruído, e eu vou dizer, Dona Teca, que mane água de coco, a gente tem cara de quem toma água de coco? Se acaba a gente junto com fevereiro, e é segredo nosso que a gente vive nesse mês uns quinhentos meses  mais. Espera que eu vou te falar da gente. Desce uma cerveja Dona Teca. Cerveja não, cerveja é para os fracos. Desce uma Vodca barata. Pronto. Eu não acredito que você ficou desse jeito. Que samba era aquele? Pequeno. Que sorriso era aquele? Quadrado. Esse medo da chuva. Essa sandália alta tão bonita que não vai quebrar e eu morro de pena de você que poderia ta sambando que preste e voltando pra casa comigo agora sem saber de sandália, vergonha na cara. Você teve foi medo demais, e se juntou com eles todos e eu nunca ia imaginar que você ia me olhar com cara de que absurdo essa cabelo desgrenhado, essa cara toda torta, te ajeita menina, olha o povo olhando, sai dessa chuva, fala baixo. Você dança muito bem, na verdade, e te digo, é conforme a música demais pra mim e eu não quero desse jeito, eu não quero. Sabe o pior? Sabe por que eu te trouxe aqui? Por que eu sei demais que eu vou te deixar em casa, você vai me olhar e vai dizer, você não cresce, e eu não cresço mesmo. Você vai entrar em casa, com esse ar superior de pessoa adulta que sabe demais de vida e pessoas, vai chegar no quarto, colocar teu banquinho lilás em frente aquele espelho grande do teu quarto, fechar as portas e janelas, vai parecer uma criança, deixar tudo meio escuro, pegar uma lanterna e colocar na tua cara pra ficar se olhando por quase duas horas inteiras. Vai ficar calada primeiro só olhando essa casca bonita, vai contar todos os cravos, perceber os fiozinhos de veias/nervos/sei lá o quê azulzinhos, fininhos e pequenininhos dos teus olhos, pra saber que isso tudo não é você não, que você não é batom claro, nem cabelo grande, que você não é um falar pausadamente, nem o pensar enquanto o fala, nem essa roupa combinando demais, esse sorriso barato, esse oi como vai tudo bem?, esse gostar de tudo e de todos. Você é uma louca, como eu, uma louca. Você é a bebida no gargalo, a risada alta, a falta de educação para com as pessoas pequenas e as pessoas idiotas chatas e feias, essa nossa falta absurda de caráter, esse caráter absurdo das pessoas, tudo filme. Você é um vou, não sei como volto, e vou, não sei como vou.  Você é um querer que o mundo se exploda. Mas acontece que é difícil demais querer que o mundo se exploda. Então você abre as janelas, guarda a lanterna, vai lavar o rosto e sai pra calçada, me perguntando se eu já cresci, se eu já pensei nas besteiras que eu andei fazendo nesse carnaval de merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-4794322928920631748?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/4794322928920631748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=4794322928920631748&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/4794322928920631748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/4794322928920631748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/05/fevereiro.html' title='Fevereiro.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-6904567635589669779</id><published>2008-03-22T15:08:00.000-07:00</published><updated>2008-03-22T19:39:56.121-07:00</updated><title type='text'>Não que eu caiba, mas...</title><content type='html'>Cheguei nessa cidade nova. O meu plano de visão todo amarelado. Fim de tarde. Pés sujos da areia, grossa, rasgando os meus pés, que são dois pés sozinhos nessa praia que, se não fosse eu, vazia. Já faz um tempo que eu queria fugir e me mudar pra um lugar bem longe. Eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tava&lt;/span&gt; pensando que o meu lugar não me cabia mais. Que eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tava&lt;/span&gt; crescendo, crescendo, crescendo e crescendo tanto que eu ia explodir as paredes do meu quarto, que eu ia destruir todos aqueles móveis novos. E os meus pais me matariam. E a cidade me mataria. Essa gente velha toda cortaria os meus membros e rosto e pele e acabariam comigo como já vinham fazendo aos pouquinhos. E eu não podia deixar, concorda? Eu fiquei com medo e saí correndo pra longe até chegar aqui onde eu to agora. Pés ardidos. As ondas vêm tão devagar e tão aos pouquinhos, que me assusta, e eu começo a achar que o mar inteiro trama um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;complô&lt;/span&gt; também, e pretende me pegar desprevenida, e que eu não caibo também nessa praia. Nessa praia de filme que eu não gosto, de filme &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;clichê&lt;/span&gt; e irreal demais pra mim. É tudo um plano, eu sabia. Caso tu me acompanhasses, não me incomodaria de não caber nesse mundo. De ficar apertada entre as coisas até que meus cotovelos criassem hematomas e as minhas pernas sentissem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;câimbras&lt;/span&gt;. De entrar nessas festas me contorcendo toda entre as pessoas, e sufocar ao som de uma música que eu detesto. E eu iria enfrentar os meus pais e que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;fodessem&lt;/span&gt; esses móveis novos idiotas. Eu iria enfrentar os vizinhos, os cachorros, as minhas amigas chatas falando de tudo o que não me interessa e não me faz concordar. E eu ia acordar depois de uma noite sem sonhos e ia te dizer, em cima dessa cama pequena, nesse quarto pequeno de móveis já quebrados e paredes já rachadas também, nessa casa pequena, em cima desse mundo pequeno, que eu tive um sonho lindo. Que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ái&lt;/span&gt;, to louca de vontade de tomar um café quente com você. E você jamais ia saber que a cozinha pra mim é pequena também, que eu sinto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;câimbras&lt;/span&gt; nas pernas, que eu sufoco enquanto rindo nessas festas cheias de gente, que os hematomas não são sinais da infância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-6904567635589669779?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/6904567635589669779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=6904567635589669779&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/6904567635589669779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/6904567635589669779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/03/no-que-eu-caiba-mas.html' title='Não que eu caiba, mas...'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-7362660343539735754</id><published>2008-02-27T12:37:00.000-08:00</published><updated>2008-02-27T13:22:51.708-08:00</updated><title type='text'>Uma foto da gente assim bem no meio.</title><content type='html'>Estava com saudades de você e digo mais: Passei essa semana inteira com saudades. Estava ouvindo uma música linda no rádio, porte da empregada, e me passou o seu nome pela minha cabeça, inteiro. E devagar. Assim: An-tô-nio-Lu-iz-Be-zer-ra-A-ra-ú-jo. Coisas que não entendo, você sabe. Semana passada fui numa missa de sétimo dia da tia de uma amiga. E eu fui, né. Mas chegando lá, chorei por você. Por esse “ainda” de “você ainda não morreu, AINDA”, “você não foi embora pra todo o sempre, AINDA”. Isso me mata. Queria que voltasse dessa cidade aí, tão grande, e viesse ver minha parede nova. Pintei de verde e colei uma foto da gente assim bem no meio, uma foto pequena. Aquela daquele dia. Da gente morrendo de rir. Morte boa. Eu com os cabelos no rosto, do vento, a boca aberta, bem grande. Gargalhando e se a foto falasse seria assim, alto. Você com a boca feito um botão, de gente que quer rir e tenta segurar. A bochecha explodindo do ar do riso. A foto mais bonita que eu tenho e isso me entristece. Porque eu sei, adorando fotografia como eu adoro, nunca vou ter uma foto mais bonita, e a fotografia perdeu o sentido pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-7362660343539735754?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/7362660343539735754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=7362660343539735754&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/7362660343539735754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/7362660343539735754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/02/uma-foto-da-gente-assim-bem-no-meio.html' title='Uma foto da gente assim bem no meio.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-2149647687972568182</id><published>2008-02-14T08:56:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T09:03:01.140-08:00</updated><title type='text'>Sono.</title><content type='html'>Dormi a manhã e a tarde inteira, num tédio que não me é comum. Tédio de tudo e de todo mundo. Tédio desse povo que se veste igual, que fala igual e das mesmas coisas, que pensa as mesmas coisas. Odeio essa falta de criatividade. Tenho falta da esperança de ter alguém com quem eu me enquadre. Eu e o meu baton vermelho avon color longa duração. Alguém que me aceitasse, mesmo a contragosto, com o meu baton, porque foi caríssimo, e eu não acho, nem me conformo, de ter que abrir mão de tanta coisa. Estou achando as pessoas idiotas mais do que o normal, mais do que o admissível. Queria me mudar daqui, caso não aparecesse alguém à minha porta para conversar sobre qualquer coisa realmente interessante e que me fizesse rir e que não me desse tanto sono. Tenho dormido mais do que o normal. E a impressão que eu tenho é que ninguém agüenta mais a cara de enfarosa que eu tenho feito em todas as circunstancias e o desinteresse que eu tenho tido por tudo. A verdade é que eu não pretendo ligar a mínima se não agüentam, porque está longe de mim a intensão de satisfazer pessoas idiotas. Nunca isso foi tão urgente. Isso de eu não querer me ver aqui, suportando tamanha idiotice. Suportar coisas não é o meu forte, e eu gosto que não seja. Até dos meus planos eu estou perdendo o interesse. Eu, que planejava tanta coisa legal. Minha vida está tomando um rumo absurdamente chato e os dias se repetindo com uma freqüência assustadora. Eu vou fazer um curso de inglês, um de espanhol, um de informática. Mas isso nunca me bastou tanto como basta agora. Estou sem ânimo de procurar um método de não seguir, à risca, o resto do mundo. E me assusta. Eu não sou assim. Assim de deixar o cabelo crescer para gostarem de mim, de pintar as unhas em cores pastéis. Pensei em tirar o meu baton momentos antes da festa, e eu não acredito que eu cheguei a pensar em fazer isso. Às vezes eu fico pensando se idiotice passa. E, sabe, deve passar. Eu estou tentando aparecer bem na foto, e é absurdo, porque isso nunca me incomodou, eu nunca me importei! Era até motivo de riso, essa pequenez das pessoas. Essa coisinha pouca que elas guardam dentro delas, sufocadas pelo estômago, pelo pâncreas, pelos intestinos grosso e delgado. E o coração tão pequenininho, que era engraçado pulsar. Eu ria. O orgulho que eu tinha de mim, a minha prepotência. Prepotência, não, potência mesmo. Não sei porque mudou, nem sei o que foi feito da minha independência em relação a opinião alheia. Logo a alheia! Se ao menos fosse outra raça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;"Subi correndo no primeiro bonde, sem esperar que parasse, sem saber para onde ia. Meu caminho, pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde. "&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Caio F.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-2149647687972568182?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/2149647687972568182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=2149647687972568182&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2149647687972568182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2149647687972568182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/02/sono.html' title='Sono.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-4051084203463542024</id><published>2008-01-25T03:39:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T03:44:19.614-08:00</updated><title type='text'>Michele.</title><content type='html'>Quando você saiu daqui pra essa viagem perigosíssima, perigosíssima no sentido de que você poderia acabar presa por ter matado um homem gordo desse de 46 anos de idade de tristeza pura porque não ia voltar mais, no sentido de nunca mais. Fiquei aflito. Que eu sabia que você sem mim não era nada, Michele. Que eu sem você era 46 anos. Mortos. Mas 46 completos. Com seis meses para 47. E você com esses 23 anos, cara de 18, que absurdo, aparecer aqui, vizinha nova, pedindo panela emprestada. Te odiei. Magina, eu, um homem sério, gordo, circunspecto, que não ri. Lá tenho cara de quem empresta panela?! E você estudante universitária, enfermagem, com cachorro em casa sozinha nesse apartamento mais bonito que o meu que é tão sério e circunspecto que também não ri, como eu. E te odiei mais ainda. Dois meses in-tei-ros te odiando até a morte. Até a morte não, porque como eu falei, eu já estava morto. Todos esses quarentaeseis mortinhos da silva. Mas isso, isso eu fui perceber só depois, sabe? Fui perceber quando eu nasci. E eu nasci depois que te odiei menos. E depois menos ainda. E mais menos. Quase nada. Nada. Você passou por mim na escada, pirralha chata, efusiva, dizendo bom dia emendando com um você não tem cara de quem gosta de rock, sabia? Você tem cara de quem gosta de...er...de quem não escuta música. Ouvi você ontem de noite com um The Scorpions. Não gosto. Prefiro esses mais moderninhos, sabe? Olha, espero sinceramente que você não seja um desses que acha que só coisa antiga é coisa boa, que o que é comercial não presta nunca, que a unanimidade é muito burra, que não se fazem mais música como antigamente, peloamordedeusninguémmerece. Acredita que ontem um chato lá da sala me reduziu a pó de poeira só porque eu fui falar de uma banda aí que é do momento e que. E eu subindo as escadas, com ódio. No outro dia perguntou se eu estava com algum problema e eu disse um não seco, quase dizendo que sim, estou com um problema paredemeia com meu apartamento. Mas ela se acostumou com meu jeito, achando que eu era assim mesmo, chato, e que meu humor de chato nada tinha a ver com a presença efusiva dela nas escadas me contando coisas sem parar que não me interessam e não me interessavam realmente, assim como eu era chato realmente mas mesmo assim ela ficou. E eu fiquei passado. Pô meu, como é que pode? Ficava matutando sobre a maluca vizinha e os motivos que a levavam a me falar tanta abobrinha nas escadas, se eu nem conhecia ela, nem ela sabia nada de mim. Outro dia, uns dois meses depois, eu vi num filme que quando a gente gosta duma pessoa a gente acha tudo nela bonito, não dizia com essas palavras, mas era isso, que o que a gente sempre tinha detestado a gente pode passar a amar se for numa pessoa que a gente gosta. E ri. Lembrei dela falando, falando, cada coisa sem sentido. E comecei a rir, achei engraçado. Um engraçado de meio bonito, meio fofinho, não combina comigo essa palavra, fofinho, mas não combinava mais comigo quase nada que era meu, quando eu tava morto. Foi o jeito né?! Tive que agüentar. Falei, tenho que te agüentar, Michele. Falei chato, como sempre, porque eu era mesmo assim, chato. Mas ela, que sempre tinha detestado gente chata disse que precisava de mim. Primeiro pra trocar o gás, que eu ia resmungando pelo corredor. Ah, meu Deus, eu não mereço um minuto de paz meu deus? E ela morrendo de rir, dizendo que eu não tinha jeito. Depois pra chorar no meu ombro que tinha brigado com o ex namorado, cantor de banda, dessas novas, só uma barulheira initendível. E chorou a noite inteira. Depois pra ver filme. Contar "dos babados". Passei a perguntar dos babados assim, quais são os babados, Michele? E ela se acabava, alto. E eu me sentia, sabe?! Repetia, anda quais são? Até perder a graça. E ela ficou mesmo assim, comigo, sem graça. Quantos meses? SEIS meses. A gente naquele cinema da esquina, os meus filmes antigos. A gente naquela casa de show que só dá roquista, as bandas dela. Comprei um cd esses dias de uma banda que eu não gosto. Eu ponho pra tocar na cozinha e vou lá pra sala da frente, escuto o som e parece que tá vindo do apartamento dela, aquele barulho de longe. Fico fazendo de conta que ela tá lá, que foi só alí na esquina comprar um litro de leite, que volta logo, esqueceu o som ligado. Ela jurou que precisava de mim, meu deus, mas eu não imaginava que era a ponto de eu ter que ir lá pra desligar essa música idiota. Menina sem juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;"Michelle, ma belle&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;these are words that go together well&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;my michelle..."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-4051084203463542024?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/4051084203463542024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=4051084203463542024&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/4051084203463542024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/4051084203463542024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2008/01/michele.html' title='Michele.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-4316669387931404563</id><published>2007-12-27T19:49:00.000-08:00</published><updated>2007-12-27T21:12:20.638-08:00</updated><title type='text'>Tereza, a torta.</title><content type='html'>Tereza, essa felicidade das pessoas não rasga. Se rasgasse não tavam aí, coitadas, morrendo de sono e vivendo porque nasceram e querem ir logo embora daqui, parece. Você fica desesperada e faz de tudo pra tranqüilizar a consciência de saber que você gosta de um tempero mais forte e de uma vida mais vadia, de uns sonhos mais tortos e de caminhos mais tortos. A gente pode ser gay, a gente pode ser fraco, a gente pode não ver honra em emprego, não ver cor de dinheiro, ver beleza em obeso, ser meio atrasado e não gostar de carnaval, não usar salto alto, ter um dedo a mais, não ler jornal, não querer ser intelectual e a gente pode achar que essa vida não tem sentido ou que o sentido não é esse de construir uma família, ter um lar, um emprego e morrer em paz com deus. A gente pode achar que o sentido depende de cada um e que não precisa ser igual ao sentido de todo mundo, entende? A gente pode não andar na moda no meio de gente da moda ou a gente pode andar na moda com esse povo alternativo. Pode gostar de gente mais chata e sem graça, pintar a casa de verde limão e ter um par de peito pequeno. Somos tortos, Tereza. Não quero que você saia dessa sala de sentindo a última coca-cola do deserto, porque na verdade nós somos pessoas como todas as outras, a grande diferença é que a gente não se rouba, entende? Os outros se guardam tanto que se roubam e você sente pena também, não sente? Agoniza a gente perceber que a gente tem que dizer xis pra foto, tem que medir nossos planos, adequar nossos planos e perceber que tanto trabalho pra terminar sem nada de nosso, só coisa alheia, Tereza. Fazer casa presses bichos que vivem com a gente é desastroso, mas nada melhor do que uma consciência tranqüila e um copo d’água depois da malagueta manchando nossos dentes menos mostrosos por saber que dessa vida toda perfeita só vão sobrar histórias e estórias, se é que a gente pode chamar isso de só, acho que não.&lt;br /&gt;No final dessas contas e grupos, só é essa gente toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;"Se você tem ideia proprias - mesmo que sejam so umas poucas ideias proprias -, tem de compreender que estará sempre encontrando caras feias, gente que vai fazer questao de lhe dar o contra, de diminuí-lo, de "fazer vocÊ entender" que nao tem nada a dizer, ou que voce deve evitar aquele sujeito porque é louco, ou efeminado, ou um verme, um vagabundo, outro porque é punheteiro ou voyeur, outro porque é ladrao, outro, macumbeiro, espírita, maconheiro, outra porque é canalha, indecente, puta, sapatona, mal-educada. Eles reduzem o mundo a umas poucas pessoas híbridas, monotonas, aborrecidas e "perfeitas". E assim querem transformar voce num excluido. e num merda. Jogam voce de cabeça na seita particular deles para ignorar e suprimir todos os outros. E lhe dizem: "A vida é assim meu senhor, um processo de seleção e descarte. Nós somos donos da verdade. O resto que se foda." E como passam trinta e cinco anos martelando isso no seu cérebro, quando você esta isolado se acha o maximo e se empobrece muito porque perde uma coisa bonita da vida, que é desfrutar a diversidade, aceitar que nem todos somos iguais e que se assim fosse seria muito chato."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Trilogia suja de Havana - Pedro Juan Gutiérrez)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-4316669387931404563?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/4316669387931404563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=4316669387931404563&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/4316669387931404563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/4316669387931404563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/12/tereza-torta.html' title='Tereza, a torta.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-2060373571754392317</id><published>2007-12-27T07:15:00.000-08:00</published><updated>2007-12-27T07:16:10.779-08:00</updated><title type='text'>Resoluções para o ano novo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=22455335"&gt;http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=22455335&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-2060373571754392317?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/2060373571754392317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=2060373571754392317&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2060373571754392317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2060373571754392317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/12/resolues-para-o-ano-novo.html' title='Resoluções para o ano novo.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-8655056530551209763</id><published>2007-12-21T19:55:00.000-08:00</published><updated>2007-12-21T19:59:35.162-08:00</updated><title type='text'>Listas.</title><content type='html'>Eu faço listas também. Disse que ia fazer esporte, que não ia ligar pro que ninguém falava, que ia beber um litro de água por dia e ia gostar mais de mim, que ia dar um banho na Ilda de quinze em quinze dias, pelo menos. Que ia tratar melhor as pessoas. As chatas, as burras e as feias e as idiotas, porque todo mundo tem alguma coisa boa vinda sei lá de onde e não é justo eu achar que as qualidades que eu escolho como melhores sejam as melhores realmente. Que eu sempre, sempre, pense que tem alguma coisa mais ou menos como uma ideologia ou princípio, essa coisa sem nome, que vá fazer com que eu escolha como agir, achando que assim é o certo, e que isso independa sempre de céu e de inferno. Que eu tenha certeza que minha cabeça julga melhor que qualquer céu e inferno e tenha medo dela, da minha cabeça. Eu sei que a verdade é que nada disso tem sentido se “ano após ano, correndo sobre o mesmo velho chão. O que encontramos? Os mesmos velhos medos.”. Amanhece e a gente ta com essa mesma cara amassada de sempre, mudando sem que a gente note, pra quando um dia qualquer a gente tomar um susto. E isso independe de uns fogos no céu, de roupa branca e do quanto você planeje sobre qualquer coisa. E eu só faço listas no final de todo ano porque eu gosto desse defeito que eu tenho. Digo defeito porque não adianta eu fazer uma lista cheinha de coisas que eu não fiz nem vou fazer. Não adianta eu ficar dizendo umas coisas tipo, trabalhem menos, pessoas, saiam loucas pra praia, que a vida é grande... e pequeníssima. Não adianta porque a Ilda, coitada, só toma banho quando eu tenho coragem, e eu ainda trato mal quem eu acho idiota, mesmo que a pessoa seja engraçada, mesmo que a pessoa tente não ser idiota. Mas é que eu acho nobre, isso de tentar ser uma coisa melhor, isso de você tentar todo ano e não conseguir e tentar de novo até a morte. Que quando viu – PUF – a gente melhorou uma coisinha de nada e é assim mesmo. Cansativo. Isso de falar alguma coisa legal esperando que as pessoas te ouçam se uma semana depois elas vão trabalhar do mesmo jeito de sempre e não vão sair correndo para a praia, loucas. Se nem eu saio correndo louca pra canto nenhum. Paciência se for só da boca pra fora, coração pra dentro, e hipocritamente a gente continue do mesmo jeito. Paciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-8655056530551209763?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/8655056530551209763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=8655056530551209763&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/8655056530551209763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/8655056530551209763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/12/listas.html' title='Listas.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-1840148786179601073</id><published>2007-12-05T20:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T21:50:52.139-08:00</updated><title type='text'>Sobre um dinheiro que eu devo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/R1d3pbO5G2I/AAAAAAAAAEA/jm1bHIyUfxI/s1600-h/shhhs.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140709053235272546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/R1d3pbO5G2I/AAAAAAAAAEA/jm1bHIyUfxI/s200/shhhs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu tô aqui morrendo de sono, mas tava aqui lembrando dumas coisas que nunca é demais repetir. Que eu te amo. Te amo porque eu posso te escrever essas coisas piegas e românticas como se pra um namorado que eu ainda não tenho e eu tivesse treinando. Mas eu percebo que eu te amo mesmo é quando eu sei que eu vou arranjar um namorado (deus há de olhar pra mim) pra escrever tudo isso, mas ainda assim eu vou ficar escrevendo essas coisas do nada e morrendo de sono é pra ti. Eu não vou ficar dizendo que eu te amo muito, porque pra mim amor não tem medida, muito, pouco, mais ou menos. Não tem. É só amor. Limpo e seco e sem maiores explicações. É quando a gente não se imagina sem aquela pessoa, como eu não me imagino sem ti, ou me imagino em condições muito, muito piores. É quando a gente acha que é blasfêmia dizer que isso tem fim, porque não tem. É como eu disse uma vez pra uma pessoa que teve a cara de pau de vir me dizer que amor é até quando dura, que tudo tem um fim e que seja eterno enquanto dure. Enquanto dure. Hunf. Não existe esse negócio de enquanto dure, Léo, não existe esse negócio de que tudo tem um fim. Pro amor não tem não. E pode até ter, porque o acaso é coisa que ninguém entende. Mas no amor a gente não admite nem acredita que tenha. Eu falo de ti pra todos os meus amigos, em todas as situações. Tu e a letícia (e esse negócio de amor serve pra ela também) são meus ancoradouros. Eu quero dormir e acordar sabendo que eu vou ver vocês pelo menos mais uma vez antes de ir pra qualquer lugar sem volta. E se alguém chegasse e me dissesse que ou eu ou vocês aqui nesse mundo, eu ia dizer que vocês. Eu que tenho tanto medo da morte e tanto medo que qualquer coisa doa em mim, qualquer fiapo de madeira, assunto, pessoa, tropeço, as vezes eu acho que eu prefiro que doa em mim do que em vocês. Eu não tenho certeza, mas às vezes eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s: Eu escrevi isso, na verdade, porque eu não penso em mandar o dinheiro que eu tô devendo à vocês dois. E o poste é mais direcionado ao Léo porque eu tô devendo mais dinheiro é pra ele. he =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s²: Mas o que eu falei é tudo verdade mesmo. Eu amo vocês.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-1840148786179601073?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/1840148786179601073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=1840148786179601073&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/1840148786179601073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/1840148786179601073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/12/sobre-um-dinheiro-que-eu-devo.html' title='Sobre um dinheiro que eu devo.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/R1d3pbO5G2I/AAAAAAAAAEA/jm1bHIyUfxI/s72-c/shhhs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-8694648784580345663</id><published>2007-11-29T21:06:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T21:50:52.327-08:00</updated><title type='text'>Tende piedade.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/R0-a2mlQlGI/AAAAAAAAAD4/j4GNYK_pjO4/s1600-R/111111.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138495962713461858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/R0-a2mlQlGI/AAAAAAAAAD4/x5TT-usR02c/s320/111111.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Senhor, Buda, padre Cícero, Gandhi, qualquer coisa em Zoroastra, Zeus, Deus, o espírito santo e mais outros também. Todos. Tende piedade de nós vocês todos. Tende piedade da gente, senhor. Da gente que te implora to-dos-os-dias por piedade, como se a gente fosse um cocozinho. E a gente é. Essa fila imensa de degradados filhos de Eva, indignos das promessas de cristo, nessa fila que não anda nunca. Nunca! Onde o meio é igual ao começo e ao fim e nela a gente luta por batalhas inúteis. A gente vai indo assim, sem fundamento. Tende piedade, senhor. Todos com as mesmas cores, sonhos e culpas até. E as mesmas roupas, rindo das mesmas coisas, chorando pelos mesmos motivos, sempre com os mesmos assuntos, opiniões, aptidões e devaneios. Ai meu deus, tende piedade, meu deus. Filmes e novelas, os mesmos. Sempre cansados pelas mesmas coisas, tendo fé nas mesmas coisas, plantando as mesmas sementes, dormindo, nascendo e morrendo nessa fila enorme de grande. Morrendo aos poucos nessa fila enorme de grande. Aos pouquinhos. É pra ter piedade, senhor. Ressentidos com sei lá o quê. Mal amados. Vazios, sozinhos e perdidos nesse mundo tão pequeno e pobrinho de uma fila só. Grande e chata. Nós tudinho, senhor, tudinho. Todos os dias e todas as noites. Igual num caminhão que eu vi na estrada. Tinha escrito assim atrás: “Todos os dias e todas as noites.”. Andando pela mesma estrada, cheia de cilada, sem Pedro nem Bino. Um caminhão que não tá com nada, nessa estrada redonda, que sai e volta pro mesmo lugar chinfrinho de sempre. Cansativa, desgastante, desgastada, sem graça nem tristeza. Eu digo nem tristeza, senhor, no sentido de que a gente já ta é acostumado a nascer e ir assim um atrás do outro, um atrás do outro, se repetindo. Cabeça de todos nós, senhor. Cabeça pra todos nós, senhor. A mesma cabeça, sempre.Olha, vocês todos que a gente pára um minutinho nessa correria pra implorar qualquer coisinha, desculpem o termo, mas é que eu tô puta. Com todo o respeito, eu nasci puta com isso e acho que eu vou embora. Que eu não tenho mais cara pra pedir essas coisas pra vocês, pra terem piedade e olharem pra mim com esses vossos olhos misericordiosos, que eu sei que os afazeres são grandes e enormes. Eu vou pegar as minhas coisas, eu juro, e vou sair dessa fila e vou embora pra sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-8694648784580345663?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/8694648784580345663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=8694648784580345663&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/8694648784580345663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/8694648784580345663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/11/tende-piedade.html' title='Tende piedade.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/R0-a2mlQlGI/AAAAAAAAAD4/x5TT-usR02c/s72-c/111111.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-321514361410010407</id><published>2007-11-26T10:40:00.000-08:00</published><updated>2007-11-26T10:44:29.378-08:00</updated><title type='text'>Mas hoje, não.</title><content type='html'>O espelho do quarto da minha mãe, sim, eu adoro. Mas como se eu não me conformasse em ficar bem, eu vou lá na entrada da casa e me olho pelo reflexo da porta de blindex de vidro, que eu insisto em achar que nunca mente. Maldita porta de blindex, contornando a gente de uma maneira tão precisa. Maldito espelho do quarto da minha mãe que me deixa sair de casa sem perceber qualquer detalhe que, futuramente, me desesperança de um casamento em uma rave com um noivo lindo que não diga que me ama antes de eu ter certeza disso ser verdade, pode até ser mentira, mas eu tenho que ter certeza de que é verdade. Porque o que eu gosto, minha gente, é de quebrar a cara e sair por aí espalhando que eu concerto como quem concerta qualquer coisa, como quem desentope grafite. "Ah não brother, amanhã isso passa, que coisinha de gente mimada e de gente fraca. Você não consegue superar, seu pobre idiota? Pois eu consigo!". Saio com aquele risinho no canto da boca e aquele olho-no-olho de quem espera que o outro revide e o outro não revida porque está errado, porque a forte aqui, sou só eu. Mas hoje, não. Hoje minha mãe só vai fazer as compras de noite e eu passei a tarde atrás de alguma coisa salgada pra comer e se misturar com outras coisas que, por ventura, escorressem pela maçã do meu rosto, pela minha bochecha, por perto do nariz e caísse na minha boca, e eu ia pensar que era a comida salgada. Hoje não, que eu tô cansada, com calor, e até o chocolate que minha mãe me deu, com calda de morango, gigante e caríssimo, eu não consegui comer todo. Deixei lá em cima da mesa da cozinha, inderretível e bem mais forte que eu e bem mais doce. Não vou nem lá olhar, que ele deve tá com uma boca rindo de canto, esperando que eu revide e eu vou passar vergonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-321514361410010407?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/321514361410010407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=321514361410010407&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/321514361410010407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/321514361410010407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/11/mas-hoje-no.html' title='Mas hoje, não.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-8955273264330063377</id><published>2007-11-16T14:40:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T17:20:15.795-08:00</updated><title type='text'>Olhos nos olhos.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora a pouco tocou a campainha. Eu levantei, fui atender, e no caminho me passou pela cabeça que pudesse ser João que passava ali por perto e resolveu parar na porta daqui de casa. E ele parado na calçada com essa desculpa ridícula de “eu estava aqui por perto e” que eu iria adorar escutar. E eu andei pelo corredor e esse filme todo ridículo na minha cabeça, toda vez, toda vez, todo ridículo. Eu dizendo que “espera que eu vou trocar de roupa pra atender a porta que eu tô a cara da favela” e abriria a porta depois pragente conversar depois de ficar um olhando pra cara do outro por minutos segundos sem fim como é o obvio que aconteça com pessoas com um mundo inteiro pra conversar nas costas pra jogar uma na cara da outra quebrando os dentes, todos os dentes, sem saber por onde começar com essa quebrança toda de dentes. Pelo começo, vou começar pelo começo. Olha, João, eu queria te dizer que você saiu daqui de casa com um beijo na testa de quem vai voltar no outro dia e já faz mais de ano, João, mais de ano que eu to nessa peleja ridícula de ficar aqui na calçada de casa pegando esse sereninho gelado, ou na festa toda linda de cabelo arrumado e maquiagem, maquiagem, mais maquiagem como se tu tivesses me esperando em qualquer lugar dessa cidade pequena e me visse, me espiasse de longe, escondido como quem se incomoda de eu estar alegre e satisfeita tipo aquela música do Chico que diz que olhos no olhos, quero ver o que você faz ao sentir que sem você eu passo bem demais e que venho até remoçando, me pego cantando, sem mais nem porquê ...Mais de ano nessa coisinha miúda , nesse filminho pequeno passando pela minha cabeça no percurso do corredor até a porta da rua que poderia ser João me pedindo desculpas de joelhos chorando e implorando pra que eu esquecesse de tudo e voltasse e eu ia dizer que não, que não tem volta, que eu não quero nunca mais nessa vida nem em outras dormir e acordar sem saber se tu vai voltar pra mim ou vai ficar nesse lengalenga me fazendo de idiota, João. Mais que na verdade tu ia saber que isso era só charminho ou melhor, não ia saber não, ia achar que era verdade mesmo que eu não queria nunca mais te ver nem pintado de ouro e mesmo assim tu ia insistir e me implorar de novo, de novo e de novo e não ia desistir de mim nunca exatamente do jeito que tu me fez acreditar quando saiu daqui de casa ao meio-dia daquela sexta-feira de qualquer mês do fim do ano depois de tanta coisa vivida. E eu cheguei na porta da rua, abri, e era só a tia Viviane me pedindo uns pratos pra um jantar que ela tava precisando. A tia Viviane seguindo como todo mundo, eu acho, com essa vida pesada, mas seguindo, enquanto eu fico aqui elaborando esses roteiros que tu não vai ler nem escutar nunca, João. Eu fecho a porta com raiva e saio pra festa, pra um bar antes da festa com essa gente que me acompanha toda enfeitada, todo mundo enfeitado e bonito. Vou sentar no bar, João, e vou pedir uma cerveja que não vai me descer redonda, como nada me desce redondo nessa vida, como tudo me desce rasgando a goela, esôfago, faringe e mais tudo que tiver guardado aqui dentro de mim, rasgando tudo, João.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;"Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados. Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Caio F.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-8955273264330063377?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/8955273264330063377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=8955273264330063377&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/8955273264330063377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/8955273264330063377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/11/olhos-nos-olhos.html' title='Olhos nos olhos.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-632652788129696896</id><published>2007-11-04T18:55:00.000-08:00</published><updated>2011-11-18T07:15:55.602-08:00</updated><title type='text'>Vinte e um agostos.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Agora já se passaram vinte e um agostos. Foi fácil, mas eu gosto de dizer que não foi. Foram primaveras, como todo mundo fala, mas eu gosto de dizer que foram agostos. Eu saio nesse sol pegando fogo, conversando com as pessoas, mas eu gosto de dizer que eu tenho uma cisma com as pessoas, as pessoas no geral, a conversar as vidas alheias, os gostos alheios, aquelas coisas comuns à todo mundo que eu nunca entendi direito essa tamanha coincidência.E é difícil, dificílimo, acordar sem estar à par dessas grandes novidades coincidentílicas dessa vida. E isso faz com que eu, graças a deus, não me sinta daqui. E o que eu quero é isso mesmo. Que seja ruim a gente acordar e suportar esse sol todo quente queimando nas costas e ombros e testa, o mormaço das avenidas entupetadas dessas pessoas com suas vidas pequenas, pequenininhas, o ar quente ardendo nas narinas, meio feridas, meio cansadas, e não se sentir daqui. Daqui de cima desse chão duro, de infernos cientificamente comprovados abaixo, e satélites e militares na lua e outras coisas maiosomenos com menor graça acima, eu acho tudo muito absurdo. Embora, na verdade, eu ande feito todas as Marianas, Carlas, Darlenes, Joões Henrriques, Flavianes, compassada, mexendo as mãos, feito novela, filme clichê... Eu gosto de dizer que o meu lado esquerdo é todo um copo d'água borbulhando em tempestade. Eu preciso disso, eu preciso que dentro de mim eu puxe todos os meus fios de cabelo dolorosamente, que dentro de mim eu escorregue na parede do banheiro e fique no chão por horas e horas e mais horas até. Que eu me corte em canivete sem mais nem menos, canivete cego, corte de papel entre os dedos a fim de alegar uma tristeza qualquer que não existe e que eu preciso pra poder dormir planejando uma melhora disso tudo. Planejando não acordar feito forma em festa, dançando moderadamente, coquetel com pouco álcool. Eu quero mais vinte e um agostos, pra poder sorrir mais verdadeiramente do que essa gente sem graça. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/Ry6Icl-r-WI/AAAAAAAAADU/Nvod5aNXVxA/s1600-h/937367922_c96023e8f9.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;" Eu tenho o maior medo desse negócio de ser normal."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;(Clarice L.)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-632652788129696896?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/632652788129696896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=632652788129696896&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/632652788129696896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/632652788129696896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/11/vinte-e-um-agostos.html' title='Vinte e um agostos.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-6897829576381647596</id><published>2007-10-22T18:27:00.000-07:00</published><updated>2007-10-22T19:07:29.977-07:00</updated><title type='text'>Era uma vez um castelo na idade média (ou as coisas que até hoje perduram).</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E no castelo moravam um rei, uma princesa, um mordomo e um cachorro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A raínha havia morrido há quatro anos após ter se engasgado com uma tampinha de refrigerante que caiu dentro do refrigerante. Triste. O rei proibiu a venda de refrigerantes, mas não dormia sem antes perguntar se a rainha havia feito o chá de camomila que ele tanto amava. Esperava. Esperava e ninguém respondia. Ia dormir sem chá, sem refrigerante e sem resposta da rainha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ah, mas ele tinha a princesa! A princesa tinha 14 anos e tinha mania de andar pelo povoado tentando adivinhar o que as pessoas estavam pensando naquele exato momento. A mulher gorda da venda de verduras pensava em como iria tirar o pedaço de carne enganchado nos dentes na frente de todos. O vendedor de especiarias pensava se a mulher havia matado a galinha e feito à cabidela para o almoço. O guarda real pensava na visinha. A loira filha da costureira, er...a loira não pensava. O domador de cavalos pensava em seus novos cavalos. O menino de, aparentemente, 17 anos, que ela vira pela primeira vez e que estava olhando para ela, pensava em como ela era linda e perfeita e o que deveria fazer para conquistá-la. Mas só que o menino achava a filha do ferreiro linda e perfeita, e olhava para a princesa adivinhando que ela estaria pensando se galoparia a cavalo às duas ou às cinco da tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Às cinco". Pensava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O mordomo ninguém sabia o nome. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O cachorro tomava sol e enterrava sapatos to-dos-os-di-as. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Chá de camomila igual ao da rainha, ninguém nunca soube fazer tão perfeito.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-6897829576381647596?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/6897829576381647596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=6897829576381647596&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/6897829576381647596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/6897829576381647596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/10/era-uma-vez-um-castelo-na-idade-mdia.html' title='Era uma vez um castelo na idade média (ou as coisas que até hoje perduram).'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-877385519295444965</id><published>2007-09-28T06:05:00.000-07:00</published><updated>2007-11-17T17:21:49.118-08:00</updated><title type='text'>Das coisas dos outros.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já tinha feito oito vestibulares. Oito! Passou em todos, no mínimo em terceiro lugar. Enfermagem, direito, economia, essas coisas todas de gente que nasceu meio perdido, repetindo os outros. Fazia o primeiro, o segundo semestre e desistia. Trabalhava no fórum, oficial de justiça, e agora deu pra chegar lá na secretaria dizendo que tem fobia de trabalho e fobia de gente, que quer mudar de emprego. A Sônia, meio branca, meio gorda, a mesma sandália to-dos-os-dias. Uma pessoa difícil. O pessoal comenta que ela brigou até com o Seu Jorge, da mercearia da esquina do fórum. O seu Jorge, que é um amor de pessoa. Que ela brigou com o juiz anterior, com o Daniel e com a Fábia.Tem raiva da vida. Secura de não saber lhe dar com essa coisa condoída que nos põe de pé todos os dias. Diz que tá tomando remédio controlado, que vai mudar de vida. Vai de novo mudar de vida e eu fico com pena, sabe? Porque ela, a Sônia, procura a rua certa. Ela anda até a esquina, e na próxima esquina, e na próxima e na próxima de novo, mas ela não vai encontrar em nenhum desses cantos que ela procura. Nem em ninguém, nem em nenhum desses escritórios fechados, as pastas com cheiro de mofo, as pessoas azedas, como comidas azedas, tudo por dentro estragado. Mas eu vou sabe? Vou lá amanhã, vou dizer pra Sônia parar com isso, vou dizer pra ela parar de andar metodicamente pelas esquinas, procurando as coisas que os outros procuram. Sônia, sonha Sônia, que os outros, os outros são todos uns loucos, Sônia. Mulhé, acorda amanhã e não te acostuma a levantar pra escovar os dentes e esperar que o dia termine, de saco cheio o dia todo com essa gente sem graça, de piadas sem graça, pára de rir das piadas sem graça, Sônia. Compra uma sandalia nova que te aguente procurar por todas as esquinas da pele do peito pra dentro, sonha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;"Que é isso? Tá substituindo a maconha por jesusinho? Zézim, vou te falar um lugar-comum-desprezível, agora, lá vai: você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, e não off. Você não vai encontrá-lo em Deus nem na maconha, nem mudando para Nova York, nem."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-877385519295444965?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/877385519295444965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=877385519295444965&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/877385519295444965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/877385519295444965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/09/das-coisas-dos-outros.html' title='Das coisas dos outros.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-1818278320339665418</id><published>2007-09-16T09:30:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T21:50:52.959-08:00</updated><title type='text'>Furacão, tufão, catrina, wilma dentro de mim.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;Se não tem tristeza? Claro que tem tristeza. É de uma que a gente vai na cozinha, abre a geladeira, senta no sofá da sala, volta para a cozinha...mas parece não ter jeito. Sabe aquelas que bate em hora de programa de culinária das nove e meia? Que dá uma coisa na barriga ou é na garganta, que não daria se estivéssemos dormindo ou não perceberíamos ante uma cerveja bem gelada? É o meu pecado e o meu passe para o paraíso, essa minha tristeza. De ninguém nascer que não seja melancolia. Ora porque tem que ir, de ir e nunca mais voltar, nem para pedir o troco, nem pra comprar o pão que tem que comprar e nem nas causas mais justas. Não volta. Ora porque tem que voltar e na esquina passa um filme bom do carlitos que não vai dar tempo. Eu fecho o olho e eu vejo tudo amarelo antigo, como no meu óculos escuro de lente amarela antiga. E isso é de uma alegria e tristesa misturadas e desmedidas. É minha mania de não me desinquietar por dentro, por nada nesse mundo. Mesmo depois das melhores festas e dos melhores amigos, das melhores músicas e melhores coisas que eu já escutei e entendi na vida. Eu não me desinquieto. Eu sempre me pego, as nove e meia, da cozinha para a sala, da sala para a cozinha, pensando num modo de não ser só isso e nessa saudade do que eu ainda tenho e talvez, ou não, vou ter por toda a vida. Pode uma coisa dessas? Saudade. E eu agradeço ao acaso pelo furacão, tufão, catrina, wilma dentro de mim. Que se não der tempo eu faço hoje e se eu tiver que voltar antes do filme, eu vou amar, mais do que todo mundo, quando der tempo. Mais do que todo o mundo junto. Tristesa não é dos apressados que não sabem escolher nem as lentes dos próprios óculos. Que vão andando e secando as pernas, sem uma única vontade que seja verdadeira. Desaparecendo uns atrás dos outros naquelas fotos de faixa de trâsito com sinal fechado do centro de São Paulo. Sabe aquelas fotos? Conjuntos de hominoideas, mamíferos, heterotróficos, bípedes, sexuados e mal vestidos. Eu sinto só pena. Tem uma frase que explica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110842778725513298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/Ru1cbcjN-FI/AAAAAAAAACs/dB-pGl7KAbU/s400/h56.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. ... . ...... ... . . . ... . . . . . . . . .&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt; Carpe Diem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;"Vizinhos avisam, prezam seus anéis&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;O custo da vida, um conto de réis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#666666;"&gt;Apitos de fábrica ressoaram de novo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#666666;"&gt;Alegria do povo é sambar e sonhar."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-1818278320339665418?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/1818278320339665418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=1818278320339665418&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/1818278320339665418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/1818278320339665418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/09/furaco-tufo-catrina-wilma-dentro-de-mim.html' title='Furacão, tufão, catrina, wilma dentro de mim.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/Ru1cbcjN-FI/AAAAAAAAACs/dB-pGl7KAbU/s72-c/h56.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-5045632615229410997</id><published>2007-08-26T06:30:00.000-07:00</published><updated>2011-11-18T07:19:47.122-08:00</updated><title type='text'>Metu Talk Show</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/RtGDRmKv5aI/AAAAAAAAAB8/P29YJyk9FEk/s1600-h/bdytjh.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: 'courier new';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: 'courier new';"&gt;Relendo alguns textos e dramas, eu percebi o que eu tenho. O que eu tenho e tenho tanto, que eu acho, e espero, que não acabe. Não é solidão e nem uma superioridade que me perspectiva velha sem ter com quem gastar saliva, ou sem vontade, que é o pior. Uma indiferença pelas pessoas ou um gasto muito grande de mente por elas - acho que a indiferença é só um disfarce. Mas não é isso não. Nem a indiferença/diferença pelas pessoas e suas tristezas e descabimentos que eu hei de morrer tentando entender e, por deus, que eu não consiga, meu deus, que eu não consiga nunca. Mas afora essas coisinhas, essas coisinhas pequenas, de gente, de amor, de uma falta que eu tenho no peito ou de um peito tão cheio de coisa que estravaza, se espalha pelo meu organismo e o peito fica meio frouxo e eu tento encher, eu tento encher...o que eu tenho é medo. Isso que eu tenho e tenho tanto, que eu acho, e espero, que não acabe, é medo. Medo de sentar macio demais e esquecer das coisas passando, ou das coisas passando serem tão bonitas e eu me acostumar. E eu acho triste de quem se acostuma. Eu acordo e eu quero alguma coisa bem feia, bem fedorenta, qualquer coisa morta com o olho aberto, em decomposição... E eu acordo e ela está do meu lado, encostada em mim, me sujando de uma gosma, de um pêlo e pele que cai. Eu levanto e saio correndo, me batendo nas portas e paredes, nas mesas. Eu corro com uma borbulhação por dentro, fosse um kamikaze, um pára-quedas dos menos seguros, fosse eu fazendo uma lista das coisas belas e feias para comparar nos momentos mais inoportunos. É assim que eu corro. E se eu fosse ver um filme de um final feliz jamais visto, eu e as minhas pessoas mais bonitas e o céu mais bonito também e pronto! E é esse pronto, pronto, prontoprontopronto que...deus me livre. &lt;span style="font-size: 180%;"&gt;Eu morro de medo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-5045632615229410997?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/5045632615229410997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=5045632615229410997&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/5045632615229410997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/5045632615229410997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/08/metu-talk-show.html' title='Metu Talk Show'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-6763167914657009776</id><published>2007-07-28T20:50:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T21:50:53.940-08:00</updated><title type='text'>Epitáfio.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/RqwPeudUnyI/AAAAAAAAABs/kMJaLqJWI5U/s1600-h/20031207-umbrella.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092462299190697762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/RqwPeudUnyI/AAAAAAAAABs/kMJaLqJWI5U/s320/20031207-umbrella.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Que eu seja grama. Grama e todas as flores. Que eu pareça um veludo verde num chão com cheiro de chuva e umas flores pequenas em cor pastel e todas essas coisas perturbadoramente calmas que me desinquietam, que me fazem suspeitar que não está tão bem como parece. Que o azul sobre minha terra seja quase sem nuvens, sem nenhum sinal de tempestade, porque não é assim que eu gosto. Eu, na verdade, detesto. E eu não quero me conformar sob a terra, não quero presenciar nenhuma tempestade que me tranquilize por estar tudo nos conformes, com toda essa vida seguindo transtornadoradamente, enlinhando o coração das pessoas. Nos conformes. Eu quero é que seja tudo sem vento, que os cabelos das meninas não se desalinhem e suas saias não as façam passar vergonha, para eu não conseguir deixar a terra intrêmula, que eu sempre desconfiei que o mundo fosse um complô sem precedentes. Aí, os meus ossos vão se remoer ante a indiferença dos micróbios, que preferem algo mais doce e, ainda assim, crescerei numa daquelas árvores de mil metros. Uma daquelas em que dez pessoas tentam abraçar e não conseguem. E tudo vai voltar como era antes: o vento forte tentando me arrastar e as minhas raízes cada vez mais fundo, fazendo pouco do vento. Vou rir, sem misericórdia, como sempre ri, da conformação das pessoas, descansando em paz até virarem estrume.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Eu, particularmente, prefiro uns dois mil infernos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ou mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-6763167914657009776?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/6763167914657009776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=6763167914657009776&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/6763167914657009776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/6763167914657009776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/07/epitfio.html' title='Epitáfio.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H9Wwe5J6fYI/RqwPeudUnyI/AAAAAAAAABs/kMJaLqJWI5U/s72-c/20031207-umbrella.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-2951261659687373280</id><published>2007-07-15T14:55:00.000-07:00</published><updated>2011-11-18T07:22:01.902-08:00</updated><title type='text'>Lazy Line Painter Jane</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="font-family: 'courier new';"&gt;Já é a vigésima quarta nonagésima ad infinintum vez que eu escuto essa mesma música. Sempre me imaginando com a mesma voz da vocalista, tocando-a no violão em algum canto frequentado só por pessoas interesantes até passar alí por perto alguém que fique tão pasmado quanto eu com a minha superinteressância. E mesmo que não seja verdade que eu saiba tocar qualquer coisa e ídem que frequente lugares interessantes, eu gosto de dizer porque isso explica muito do que eu penso. Tenho um sangue cigano nas veias. Veia de gente meio inconformada com essa paciencia das pessoas. Digo, sobre essas pessoas tranquilas em seus bairros e casas e amores sempre e sempre presos entre áspas. E mesmo que isso não seja verdade eu digo porque isso explica muito sobre minha índole. E eu sou mesmo meio assim. Sabe que quando eu fazia a terceira série primária eu me imaginava to-dos-os-dias entrando no pátio da escola pulando amarelinha, a fim de consquistar de vez um menino que a gente ia casar um dia, e isso era certeza (amarelinha devia ser supersexy na época). Embora eu nunca tenha feito nada disso, isso explica muito sobre os garotos da minha vida e o quando eu já me senti, passados uns tempos, ridícula na frente deles. A verdade é que eu não quero perder nada disso. Que quando eu morrer eu tenha a preocupação de ir bem vestida para o caixão, bem composta, que pode passar alí por perto o homem da minha vida. Não é mesmo? quem é que sabe, minha gente...Eu não queria quebrar a cara em um milhão de pedaços, ou mais, e achar que não tem mais ninguém que mereça tantos pedaços. Não quero ficar desgostosa da vida, nem quero perder a fé nas pessoas. Nem que sejam poucas, tais pessoas.Eu gasto muita saliva com qualquer coisa, com qualquer assunto, e alguém no mundo é merecedor de tanta saliva. Tanta!Eu acho até uma ingratidão para com o meu sistema...qual é mesmo o sistema que produz a saliva? Pois bem. Prefiro acreditar que há uma excessão para o meu tédio e superfecialidade de todos os meus dias. Alguém digno da minha busca incessante por assuntos e comentários inteligentes e engraçadosEu fico com vergonha de falar essas coisas. Eu que sou as vezes tão mal-humorada, impaciente, seca, sarcastica, perdendo amigos e ganhando piadas quase sempre infelizes, que não cabem em mim essas coisas todas. E eu fico com vergonha como se eu tivesse meio que dando o braço a torcer. Mas a verdade, a verdade mesmo, é que amar, amor, amava, amou, te amo...para mim isso sempre vai ser bem mais forte do que é para a maioria das pessoas.E ainda bem. E tomare que seja assim para sempre, porque eu não gosto de me sentir muito pessoa, me sinto feia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;ouvindo: Lazy Line Painter Jane - Belle and Sebastian&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-2951261659687373280?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/2951261659687373280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=2951261659687373280&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2951261659687373280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/2951261659687373280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/07/lazy-line-painter-jane.html' title='Lazy Line Painter Jane'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-193969645463943829</id><published>2007-07-14T16:53:00.001-07:00</published><updated>2011-11-18T07:25:17.201-08:00</updated><title type='text'>Do lado esquerdo.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Te devo a minha festa de hoje que foi horrível, que tu não tava lá comigo pra deixar claro praquela gente toda o que é se divertir de verdade. Te devo as horas que eu já perdi acordando tarde, se passei a noite e madrugada contigo no msn e o assunto nunca acabava. Não acaba. E quando eu tenho que tá estudando, eu tô é lendo Caio Fernando, todos os contos, e separando aquelas partes que lembram essa coisa de a gente ter certeza de não existir no mundo amizade tipo a nossa. Tenho pena do mundo. Eu morro de pena. As bandas novas, escritores novos, pessoas feias e comunidades do orkut. O teu "kkk" pós qualquer coisa que eu fale e o fato de tu me achar a cópia da Vani dos Normais, que eu adoro e fico me sentindo porque nenhuma opinião sobre mim é tão importante quanto a tua. Te devo a desciclopédia, o livro do garfield, meu lápis de cor da fáber castel, meu bloco de notas de R$ 9,90. Te devo minha agenda nova 2007 com tanta coisa engraçada sobre a gente, e tanta coisa que a gente já fez juntas, tu sabe que eu anoto tudo porque eu sou esquecida. As nossas festas e planos sempre misturados, que a gente não tem um único plano que não caiba a presença da outra. Pensamentos exatamente iguais. A idiotice da grande maioria das pessoas, que nos rende tanto assunto, e a desnecessariedade das mesmas. O fato de eu não precisar de quase nada, se eu sei que eu posso te ligar, falar contigo sobre qualquer coisinha que eu vou me sentir melhor, sempre melhor. Tu me torna melhor. Te amo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-193969645463943829?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/193969645463943829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=193969645463943829&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/193969645463943829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/193969645463943829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/07/do-lado-esquerdo.html' title='Do lado esquerdo.'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5018184239396299603.post-205958659480637093</id><published>2007-07-14T07:11:00.000-07:00</published><updated>2011-11-18T07:14:36.391-08:00</updated><title type='text'>j'ai tourné!</title><content type='html'>&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;" - Quer um pedaço de sanduíche, Maca?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- O quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Quer um pedaço de sanduíche?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Muito agradecida, Glória, mas eu tenho um enjôo para comer porque quando eu era criança me deram um gato frito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Credo! E você comeu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Comi, eu não sabia! Parecia que eu tinha cometido um crime, parecia que eu tinha comido um anjo frito com asa e tudo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Credo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Ai, Glória, por favor, você me dá uma aspirina?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Mas por que você me pede tanta aspirina, Maca? Não é pelo dinheiro não, mas pode fazer mal!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Para eu não me doer!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Hã??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Para eu não me doer. É dentro"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;(A Hora da Estrela - Clarice Lispector)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt; mas agora cá estou eu, super na moda! ;D&lt;br /&gt;depois posto os textos que eu já havia postado no weblogger, que eu SEI que faziam o maior sucesso e as pessoas que não queriam/querem dar o braço a torcer quanto ao meu talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s: estou na comunidade: blogueiros fracassados (onde "você vai descobrir que não é o único a cair de boca na escada ao tentar galgar os degraus da fama.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5018184239396299603-205958659480637093?l=me-da-uma-aspirina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/feeds/205958659480637093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5018184239396299603&amp;postID=205958659480637093&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/205958659480637093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5018184239396299603/posts/default/205958659480637093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/2007/07/jai-tourn.html' title='j&apos;ai tourné!'/><author><name>Samilla Fonseca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_H9Wwe5J6fYI/R3SRcQSnx1I/AAAAAAAAAHs/Abc8e5tdRQk/S220/936420295_daa5ca7c49.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
